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08 de Agosto de 2017 - SAÚDE
Saúde inicia “Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral”
Por: Assessoria de Comunicação

A Prefeitura Municipal de Tupã, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta a segunda-feira (7) a Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral, que conta com o objetivo de promover o controle e a prevenção da Leishmaniose Visceral humana e canina com a realização de diversas atividades, como debates, roda de conversa e orientações à população sobre a doença e também castração do animal.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Laércio Garcia, durante a Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral, os agentes de endemias e da zoonoses atuarão orientando a população sobre as medidas de controle da doença, voltadas principalmente para o controle do vetor (mosquito), através de visita a residências e atividades educativas.

 

Programação

De acordo com o cronograma de atividades daSemana de Prevenção da Leishmaniose Visceral, nesta terça-feira (8), às 10h, haverá uma sensibilização sobre Leishmaniose Visceral e Tegumentar Humana aos Médicos e Enfermeiros da Rede Municipal com o Médico Infectologista Dr. Douglas Batista. O encontro será realizado no Sub Grupo Tupã.

Dando sequência a programação, amanhã (9), das 9h às 12 horas, os agentes comunitários e funcionários da endemias e zoonoses estará na Avenida Tamoios, defronte ao Santander”, com o “Centro” de orientação à população. O objetivo é esclarecer duvidas sobre sinais e sintomas da leishmaniose canina.

Já na quinta-feira (10), será realizado o “Dia D” de controle e prevenção da Leishmaniose em todas as unidades municipais de saúde. Na ocasião, serão realizados trabalhos educativos como orientações sobre o manejo ambiental e outros.

Toda informação é relevante e é importante que a população entenda que precisamos acabar com essa doença, seja ela em humanos como também nos cães, já que o animal é tão vitima quanto nós, seres humanos”, destacou.

 

Caso em humano

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio daVigilância Epidemiológica,registrou nesta segunda-feira (7), o primeiro caso de Leishmaniose Visceral em humano. O caso foi confirmado por “teste rápido” e a paciente encontra-se internada na Santa Casa de Tupã, onde recebe os cuidados do médico Dr. Douglas Batista, que é referência no tratamento de Leishmaniose em Tupã e região.

De acordo com o secretário, com a confirmação a paciente de 65 anos foi medicada e seu quadro encontra-se estável até o momento. No ano passado foram registrados dois casos da doença em humanos.

 

Ações

Segundo o responsável pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), RobisonLuis, a Secretaria está intensificando as buscas por cães com sinais e sintomas de Leishmaniose na Vila Independência, área onde foi confirmado o primeiro caso da doença em humano.

Segundo Robison, também estão sendo realizadas sensibilizações com profissionais da saúde para um alerta aos pacientes que procurarem o serviço com sinais e sintomas.

 

Doença

A Leishmaniose Visceral é uma zoonose, ou seja, é transmitida dos seres humanos para os animais e vice-versa, acometendo, em especial, o cão doméstico. Seu agente etiológico é o protozoário Leishmaniachagasi. No Brasil é transmitida principalmente pelo mosquito palha de coloração amarelada.

No ciclo da doença, o mosquito pica um cão doente – portador do parasito – e depois pica uma pessoa saudável, que pode também desenvolver a Leishmaniose Visceral.

 

Sinais e sintomas

De acordo com o Dr. Douglas Batista, no ser humano, os sintomas da Leishmaniose Visceral são febre durante muitos dias, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do fígado e baço. Em casos graves podem ocorrer sangramentos. O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do SUS – Sistema Único de Saúde.

Os cães infectados pelo parasito podem adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Todos os cães infectados, mesmo aqueles sem sintomas aparentes, são fontes de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco para a saúde das pessoas.

Os sintomas dos animais infectados são emagrecimento, queda de pelos, crescimento das unhas, descamação da pele, fraqueza, feridas no focinho, orelhas, olhos e patas.

“A única forma de saber se um cão está infectado é por meio de exames específicos de laboratório. O tratamento não é recomendado porque não apresenta eficácia comprovada”, afirmou.

 
 
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